A Clariant obteve aprovação da Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos para a utilização dos aditivos de origem biológica Licocare RBW em aplicações de PVC rígido destinadas ao contacto com alimentos.

A autorização alarga ao PVC rígido uma aprovação que já abrangia materiais de poliéster. A decisão cobre toda a gama Licocare RBW, incluindo as séries RBW 100 e RBW 300, bem como os produtos Licocare RBW 360 Vita e RBW 560 Vita.

Os aditivos podem ser utilizados como auxiliares de processamento, lubrificantes, agentes desmoldantes e aditivos de deslizamento em aplicações de utilização única ou repetida, abrangendo todos os tipos de alimentos, com exceção de fórmulas para lactentes e do contacto com leite humano.

Nas aplicações de contacto direto com alimentos, a FDA autorizou concentrações até 0,5% do peso, para condições de utilização entre as categorias C e H, incluindo enchimento a quente até uma temperatura máxima de 80 graus Celsius.

A Clariant recebeu também uma carta de não objeção para utilizações repetidas até uma concentração de 1% em artigos de PVC rígido destinados a equipamentos de processamento alimentar.

A dupla autorização permite aplicar os aditivos em recipientes e embalagens de PVC rígido, assim como em componentes de equipamentos alimentares, entre os quais correias transportadoras, tábuas de corte, recipientes de armazenamento, vedantes e juntas.

As diferentes concentrações autorizadas permitem aos formuladores ajustar a composição dos materiais às exigências específicas de cada aplicação, mantendo o cumprimento dos requisitos regulamentares.

A aprovação norte-americana junta-se às autorizações já obtidas noutros mercados. Em fevereiro de 2026, a Comissão Europeia publicou a autorização baseada no parecer positivo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos para a utilização da mesma gama em PET, PLA e PVC rígido. A empresa dispõe ainda de autorização das autoridades japonesas de segurança alimentar.

Os aditivos Licocare RBW são produzidos a partir de cera de farelo de arroz e apresentam-se como alternativa renovável às ceras de montana de origem fóssil. Estas últimas são extraídas de depósitos de lenhite na Alemanha, cuja disponibilidade tem vindo a diminuir, condicionando o abastecimento e contribuindo para o aumento dos preços.

Os produtos oferecem funções de lubrificação, desmoldagem, nucleação e dispersão nos processos de transformação de materiais. A empresa indica ainda que os aditivos são biodegradáveis e compostáveis em condições industriais.