A PepsiCo prepara-se para aumentar os preços de alguns snacks nos Estados Unidos, numa altura em que as empresas de alimentação e bebidas enfrentam custos mais elevados de matérias-primas, packaging e logística.
A atualização deverá abranger produtos de marcas como Doritos e Ruffles e ocorrer até ao final deste ano ou início de 2027.
A atualização de preços agora conhecida refere-se ao mercado norte-americano. Não foi anunciado um aumento equivalente para Lay's, Doritos ou outras marcas da PepsiCo nos mercados europeus.
Em fevereiro, a PepsiCo tinha reduzido até 15% os preços recomendados de vários produtos nos Estados Unidos, incluindo referências Lay's e Doritos, procurando responder à crescente sensibilidade dos consumidores ao preço. Contudo, a empresa já se alertou para o continuar da pressão dos custos com embalagem e logística.
A dimensão da operação da PepsiCo torna a embalagem uma componente relevante da sua cadeia de abastecimento. A documentação financeira da empresa identifica entre os materiais utilizados PET e polipropileno, bem como alumínio, vidro, tampas, cartão e cartolina.
Nos snacks, o polipropileno é utilizado em filmes para embalagem. A empresa reconhece também nos seus relatórios financeiros que os preços das matérias-primas e dos materiais de packaging podem sofrer flutuações e afetar os seus custos.
A exposição é significativa. Em 2025, a PepsiCo declarou utilizar cerca de dois milhões de toneladas de plástico nos seus principais mercados, considerando embalagens primárias e secundárias.
Paralelamente, o grupo continua a trabalhar na alteração das estruturas utilizadas em algumas embalagens flexíveis. Entre os projetos divulgados pela PepsiCo encontra-se a transição de embalagens de Lay's e Cheetos para soluções monomaterial em determinados mercados, procurando facilitar a sua integração nos sistemas de reciclagem.
No Reino Unido, a empresa anunciou também a utilização de 50% de polipropileno reciclado nas embalagens Sunbites através de uma abordagem de balanço de massas.
A substituição dos materiais utilizados nos snacks continua, contudo, a apresentar limitações técnicas. A PepsiCo reconheceu que soluções à base de papel ainda não oferecem, em determinadas aplicações que exigem elevadas propriedades de barreira, como as embalagens de batatas fritas, o desempenho necessário para uma substituição generalizada das atuais estruturas.