A Luís Simões e a Altri renovaram a frota dedicada ao transporte de pasta de papel no Porto da Figueira da Foz. A operação passa agora a contar com nove Gigaliners Euro VI, movidos a HVO (óleo vegetal hidrotratado), um biocombustível renovável produzido a partir de óleos usados.

A introdução destes veículos permite uma redução estimada de cerca de 80% nas emissões de gases com efeito de estufa, quando comparada com o gasóleo convencional, representando um avanço relevante nas metas de descarbonização de ambas as empresas.

A colaboração entre a Luís Simões e a Altri teve início em 2012, quando as duas empresas procuraram uma solução mais eficiente para o transporte das cerca de 630 mil toneladas anuais de pasta de papel produzidas pela CELBI, na Leirosa, com destino ao porto da Figueira da Foz.

Após um processo de avaliação técnica, legal e ambiental, a operação arrancou em outubro de 2014 com a introdução pioneira de Gigaliners na Península Ibérica. A atual renovação da frota dá continuidade a esse modelo, adaptando-o às exigências atuais do mercado e aos objetivos de descarbonização do setor dos transportes.

“A renovação da frota dedicada às operações com a Altri representa mais um passo na nossa estratégia de descarbonização e no compromisso de disponibilizar soluções de transporte e logística de baixas emissões”, afirma Fernanda Simões, administradora da Luís Simões para o negócio dos Transportes.

“Os novos Gigaliners movidos a HVO refletem o caminho que escolhemos seguir na Altri: reduzir a pegada ambiental sem comprometer a eficiência operacional. O HVO é uma solução concreta para a descarbonização, com impacto real na redução de emissões”, sublinha Susana Pinho, diretora de Logística da Altri.

Os novos Gigaliners integram a estratégia ambiental da Luís Simões, alinhada com objetivos de redução de emissões validados pela iniciativa Science Based Targets (SBTi). A combinação de veículos de maior capacidade com combustível renovável permite ganhos de eficiência logística e uma diminuição do impacto ambiental estimada em cerca de 342 toneladas de CO₂ equivalente por ano (WTW).

Com 25,25 metros de comprimento e capacidade para 60 toneladas, estes veículos foram concebidos para otimizar os tempos de carga e descarga, reduzir o número de viagens necessárias e minimizar o desgaste da infraestrutura rodoviária.

Entre os principais impactos operacionais desta solução contam-se um aumento de 25% na quantidade de carga transportada por ciclo, uma melhoria da eficiência operacional até 35% e uma redução de 30% nos tempos de carga e descarga, tornando as operações mais ágeis. A utilização destes Gigaliners permite ainda uma diminuição de cerca de 33% no número anual de viagens, com menos quilómetros percorridos e menor desgaste da infraestrutura rodoviária, ao mesmo tempo que contribui para a melhoria das condições de trabalho e de segurança dos motoristas, graças a operações mais rápidas e a uma redução significativa do esforço físico.