A Vidrala encerrou o primeiro semestre de 2026 com um resultado líquido de 117,4 milhões de euros, mais 8,9% do que no período homólogo.
O fabricante de embalagens de vidro beneficiou das medidas internas de controlo de custos e do crescimento da operação na América do Sul, num contexto de procura reduzida na Europa.
As receitas atingiram 754 milhões de euros entre janeiro e junho, correspondendo a um aumento homólogo de 0,5%. O EBITDA cresceu 4,4%, para 225,5 milhões de euros, enquanto a respetiva margem melhorou 110 pontos base, para 29,9% das vendas.
A empresa atribuiu esta evolução à adaptação da estrutura de custos às condições da procura, aos investimentos industriais realizados e à diversificação geográfica do negócio. As margens de rentabilidade melhoraram nas três regiões onde o grupo opera: Sul da Europa, Reino Unido e América do Sul.
Operação sul-americana impulsiona resultados
A plataforma da Vidrala na América do Sul destacou-se no desempenho do semestre, com crescimentos de dois dígitos tanto nas vendas como nos resultados. Esta evolução ajudou a compensar a menor procura dos consumidores europeus e as pressões inflacionistas que a empresa associa ao conflito no Irão.
“Apesar de um contexto particularmente exigente, conseguimos aumentar os resultados e reforçar as margens durante o primeiro semestre de 2026”, afirmou Raúl Gómez, CEO da Vidrala. “Este desempenho resulta diretamente das decisões estratégicas tomadas e das iniciativas de gestão em curso, confirmando a resiliência do nosso modelo de negócio.”
O resultado por ação aumentou 9,9%, passando de 3,06 euros no primeiro semestre de 2025 para 3,36 euros no mesmo período deste ano. A dívida financeira líquida situava-se em 252,3 milhões de euros no final de junho, equivalente a 0,6 vezes o EBITDA. Este nível de endividamento mantém a capacidade financeira do grupo para prosseguir o programa de investimento industrial e a expansão internacional.
Objetivos para 2026 mantêm-se
Com base no desempenho semestral, a Vidrala confirmou os objetivos definidos para o conjunto de 2026. O grupo prevê superar 450 milhões de euros de EBITDA, aumentar o resultado por ação em mais de 5% e gerar aproximadamente 200 milhões de euros de fluxo de caixa.
A estratégia para o segundo semestre continuará centrada nos investimentos industriais, no contributo da operação sul-americana e nas medidas destinadas a controlar os custos. A empresa pretende igualmente reforçar a proposta de valor dirigida aos clientes, mantendo como prioridades estratégicas o cliente, os custos e o capital.
“O nosso programa de investimento industrial, o contributo da presença alargada na América do Sul e as iniciativas operacionais para controlo de custos deverão permitir-nos cumprir os objetivos definidos para 2026, apesar dos desafios existentes”, declarou Raúl Gómez.
O responsável acrescentou que a Vidrala continuará a investir na fiabilidade, competitividade e sustentabilidade das operações, mantendo simultaneamente a disciplina financeira.
Dividendo anual aumenta 15%
A política financeira da Vidrala procura conciliar o investimento industrial e a expansão internacional com a remuneração dos acionistas. Neste âmbito, a empresa anunciou recentemente o alargamento do programa de recompra de ações até ao equivalente a 3% do capital social. O dividendo anual foi aumentado em 15%, elevando a remuneração total prevista para 1,7505 euros por ação.