A Comissão Europeia anunciou que já foram registadas mais de 3.700 Indicações Geográficas (IG) na União Europeia, um marco que reforça a proteção do património agroalimentar europeu e evidencia a importância da embalagem na valorização e diferenciação destes produtos no mercado.
As Indicações Geográficas abrangem produtos agrícolas, géneros alimentícios, vinhos e bebidas espirituosas cuja qualidade, reputação ou características estão intrinsecamente ligadas a uma determinada região e a métodos de produção tradicionais. Exemplos como Champagne, Parmigiano Reggiano, Roquefort, Irish Whiskey ou Kalamata demonstram o valor económico e reputacional associado a estas designações.
Neste contexto, a embalagem assume um papel fundamental. Para além da sua função de proteção e conservação, é através da embalagem que os produtores comunicam ao consumidor a autenticidade, a origem certificada e os atributos diferenciadores dos seus produtos. A correta utilização dos selos DOP (Denominação de Origem Protegida), IGP (Indicação Geográfica Protegida) e IG contribui para reforçar a confiança do consumidor e facilitar decisões de compra informadas.
O crescimento contínuo deste segmento cria também oportunidades para a indústria da embalagem. A necessidade de garantir autenticidade, rastreabilidade e proteção contra a contrafação está a impulsionar a adoção de soluções cada vez mais sofisticadas, incluindo elementos de segurança, tecnologias de identificação e sistemas de informação integrados na embalagem.
Segundo a Comissão Europeia, os produtos abrangidos por Indicações Geográficas geram mais de 75 mil milhões de euros em vendas anuais e representam 15,5% das exportações agroalimentares da União Europeia. Trata-se de um mercado de elevado valor acrescentado, onde a embalagem desempenha um papel decisivo na construção da perceção de qualidade e na valorização comercial dos produtos.
A entrada em vigor, em maio de 2024, do novo regulamento europeu relativo às Indicações Geográficas veio simplificar os processos de registo e reforçar a proteção destas designações, incluindo no ambiente digital e na utilização como ingredientes em produtos transformados. Esta evolução reforça a necessidade de soluções de embalagem capazes de assegurar uma comunicação clara, consistente e fiável ao longo de toda a cadeia de valor.